15ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (26 de junho) e 9ª Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de SP (25 de junho)

25 jun

Lurdinha Rodrigues, Articuladora Nacional da Liga Brasileira de Lésbica, fala sobre um dos temas contemplados na IX Caminhada de São Paulo: a saúde das mulheres que amam mulheres.

Confira os comentários de Lurdinha Rodrigues para a Agência Patrícia Galvão!

Fonte: Agência Patrícia Galvão

(Agência Patrícia Galvão) “Liberdade, Saúde e Autonomia – Conquistar direitos todo dia!” é o tema da 9ª Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de SP, que acontece no dia 25 de junho, às 12 horas, a partir da Praça Oswaldo Cruz, no início da av. Paulista.

Na entrevista abaixo, Lurdinha Rodrigues, liderança nacional da Liga Brasileira de Lésbicas (LBL) e representante do segmento LGBT (composto por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) no Conselho Nacional de Saúde, fala sobre um assunto fundamental e pouco abordado: a saúde das mulheres lésbicas e bissexuais.

“A saúde das mulheres em geral, no Brasil, tem passado por muitas dificuldades e isso se agrava ainda mais no caso das mulheres lésbicas e bissexuais. Se as mulheres têm problemas para ter acesso a ginecologista nos postos de saúde, no caso das lésbicas isso se torna ainda mais dramático, pois há um grande risco de, ao conseguir ser atendida, sofrer preconceito pelo fato de ter uma orientação sexual diferente. Por exemplo, a primeira pergunta de um ginecologista, em geral, é: ‘O que faz para prevenir a gravidez?’, ou seja, um questionamento que parte do pressuposto de que ela tem relação heterossexual.

Por sofrer esse tipo de preconceito e pelo mito de que, por não ter relação com homem, essa população não precisa fazer papanicolau e corre menos riscos de pegar DSTs, muitas mulheres lésbicas acabam não indo com a frequência recomendada ao ginecologista. Correm, portanto, grandes riscos de contrair doenças e não tratá-las adequadamente. No Rio Grande do Sul foi feita uma campanha para que as mulheres lésbicas façam os exames preventivos.

Além de campanhas e eventos de conscientização, é urgente que haja investimento do governo na informação e na sensibilização dos profissionais de saúde para que seja feito um atendimento sem discriminação. Não se trata de ter um ambulatório especial para atender as lésbicas, mas sim que todos os serviços e profissionais estejam capacitados para atender toda a população com suas especificidades, ou seja, que todas as mulheres sejam bem atendidas, independentemente da orientação sexual de cada uma.

Pela falta de conhecimento e investimento em estudos e pesquisas sobre a saúde das lésbicas e bissexuais, há uma dificuldade maior de se pensarem políticas públicas que enfrentem os problemas dessas mulheres. Por exemplo, há indícios de que há maior incidência de tabagismo, alcoolismo, uso de drogas e obesidade nessa população. Por que isso acontece? O que é necessário fazer? Outro ponto importante a ser considerado é que a população LGBT, como todos segmentos discriminados, está sujeita a alguns transtornos de saúde mental. Uma pessoa que sofre preconceito e discriminação desde criança está muito mais vulnerável na sua estrutura psíquica.

Os profissionais de saúde precisam ser formados, capacitados e retreinados para atender a população LGBT.”

______________________________________

E não perca a IX Caminhada Lésbica e Bissexual de São Paulo e a Parada do Orgulho LGBT!

Até lá!

Anúncios

Líder de Torcida dos EUA é punida por não tocer para o homem que a estuprou

21 jun

Em 2008 a cheerleader Hillaire, na época com 16 anos, foi violentada por Rakheem Bolton, um famoso jogador de basquete e futebol americano da pequena cidade texana de Silsbee.

Apesar das testemunhas e de todas as provas contra o estuprador, Rakheem foi inocentado e a jovem Hillaire teve que lidar com a impunidade de seu agressor. Como se isso já não fosse o bastante, Hillaire foi punida por ter se recusado a torcer pelo estuprador em uma partida onde ele cobraria uma falta: a jovem foi expulsa do estádio na frente de toda a cidade.

Hillarie, sua mãe e pai moveram um processo contra a atitude da escola. Os juízes decidiram que Hillarie deveria torcer por todos os jogadores do time da escola, inclusive pelo homem que a violentou! Hillarie foi condenada a pagar uma multa de 45 mil dólares! Sim, é isso mesmo que vocês leram! A vítima foi obrigada a pagar uma multa de 45 mil dólares por ter movido um processo contra a escola que a humilhou publicamente quando ela se recusou a torcer pelo o homem que a estuprou!

 Esse é um resumo da história, conheça os detalhes no Blog Escreva Lola Escreva.

 Assine a petição em favor de Hillarie aqui!

Próximo evento da Jornada Lésbica-Feminista de SP

20 jun

21/06 (terça)

18h00 Abertura dos debates da 3ª Jornada Lésbica-Feminista,

Participação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

Diálogo – Educação Inclusiva, não sexista, não racista, não lesbofóbica

Convidadas – Carla Biancha Angelucci – presidenta do Conselho Regional de Psicologia/SP;

Dayana Brunetto – Coordenadora da Educação das Relações de Gênero e Diversidade Sexual/Sec.Educação do Paraná;

Edlene Paim – Vereadora e Educadora / LBL-BA;

Silvia Cavasin – ECOS Comunicação e Sexualidade;

representante do MEC/SECAD

Local – Auditório do CRP-SP (Rua Arruda Alvim, 89 – próximo ao metrô Clínicas) – Participe!

Atualizações na programação da III Jornada Lésbica-Feminista e da IX Caminhada Lésbica de São Paulo

17 jun

Confira as atualizações no Blog da LBL-SP clicando aqui!

A história da blogueira lésbica sequestrada era uma farsa

17 jun

O mundo foi enganado por uma fraude. A história da blogueira lésbica sequestrada na Síria foi uma invenção de Thomas MacMaster, um americano heterossexual e casado aparentemente carente de atenção.

Conforme informações do Global Voices:

Thomas MacMaster escolheu ficar em silêncio por sete dias inteiros enquanto ativistas, blogueiros e até autoridades continuavam procurando Amina, receando o pior. Perguntas começaram a ser levantadas quando uma mulher alegou que ‘Amina’ personificou sua aparência, roubando fotos de uma conta privada no Facebook, enquanto investigações questionaram se a garota lésbica de Damasco poderia vir a não ser a pessoa que se dizia.

MacMaster alegou que sua fraude não teve intenções de ofender ou prejudicar ninguém. Todavia, segundo o mesmo Global Voices:

Outros acreditam que a fraude de MacMaster atravacou o trabalho em campo de ativistas, da mídia social e prejudicou o papel que estão desempenhando neste ano de revoluções árabes e a credibilidade da blogosfera árabe. Alguns também notaram que o trote desviou a atenção de campanhas coordenadas por ativistas e blogueiros realmente presos e sofrendo ameaça, além de também colocar em risco a comunidade gay da Síria.

Saiba mais no site GlobalVoices.

Presidente do Cress toma posse e manda tirar santos do prédio

10 jun

Maria José do Nascimento é presidente do Conselho Regional de Serviço Social do Piauí.

A presidente do Conselho Regional de Serviço Social do Piauí, Maria José do Nascimento, determinou a retirada de todos os símbolos religiosos da sede da entidade.

Maria José do Nascimento

Segundo a presidente do Conselho, a iniciativa não tem intenção de afrontar crenças religiosas. “Essa medida se fazia necessária em virtude de o Estado brasileiro ter abraçado o princípio da laicidade: O que fizemos foi tão somente cumprir a Constituição Federal”, explica Maria José.
Primeira mulher negra a presidir o CRESS Piauí, Maria José do Nascimento tomou posse no último dia 14, assumindo, dentre outros compromissos, aproximar aquele Conselho dos movimentos Sociais.
A decisão de retirar os símbolos religiosos da sede do CRESS deve agradar as entidades como o Matizes e Católicas pelo Direito de Decidir, que brigam na justiça para que imagens religiosas não sejam mais ostentadas em órgãos públicos.

Blogueira lésbica sequestrada na Síria

7 jun

A Blogueira Lésbica Amina Abdalla foi sequestrada em Damasco, capital da Síria, na última segunda-feira por volta das 18h (horário sírio). Amina é assumidamente lésbica e escreve no Blog “A gay girl in Damascus” sobre as dificuldades de ser uma jovem lésbica e muçulmana sunita na conservadora capital síria.

No dia 5 de junho Amina escreveu sobre o governo sírio que se vê as voltas com revoltas populares:

Eles perdem por serem inflexíveis e intransigentes; eles perdem por não perceberem que os tempos mudaram. Esse será o epitáfio deles; eles perdem porque eles não conseguem mudar.

No dia 6 de junho foi postada a mensagem que informa sobre o sequestro de Amina. A responsável pela postagem foi Rania, prima da jovem.

Segundo Rania, Amina foi sequestrada por três homens que tinham por volta de vinte anos de idade. Ela estava indo ao encontro de uma pessoa envolvida com os protestos na Síria quando foi abordada por esses homens armados que a colocaram em um carro com o adesivo do rosto do falecido Bassel al-Assad, irmão do presidente sírio. A prima de Amina ainda informa que é difícil saber exatamente quem eram aqueles homens, pois a Síria possui diversas forças policiais além de milícias simpáticas ao governo.

A localização de Amina é agora desconhecida e a prima da moça faz um apelo no blog para obter informações sobre o paradeiro dela.

Na internet começam os esforços pela libertação de Amina. A página no Facebook “Free Amina Abdalla” já foi aprovada por 4.430 pessoas desde a recente dada de sua publicação. Foi organizada também uma petição online pedindo pela liberação da blogueira que ousou desafiar não só o governo sírio, mas uma tradicional cultura que desaprova a lesbianidade.

Assine a petição pela libertação de Amina clicando aqui.

Visite o blog dela aqui.

Clique em “curtir” a página no Facebook “Free Amina Abdalla

Ajude a divulgar esse caso e a criar uma pressão internacional pela liberdade de uma mulher corajosa que apesar de todos os perigos vive e fala sobre sua lesbianidade em um país convulsionado, não pelas revoltas, mas por um governo que há anos cerceia as liberdades individuais e que já matou mais de  mil pessoas envolvidas nos movimentos por sua derrubada.

 Apoie Amina, ela precisa de nós.

 Mais informações sobre o sequestro de Amina Abdalla na Folha Online.

Saiba mais sobre as revoltas na Síria.