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Dia da visibilidade lésbica em Porto Alegre

31 ago

Mais uma vez as companheiras da LBL-RS realizaram uma atividade linda e de grande importância dentre os esforços a favor de uma sociedade livre da pestilência do machismo, misoginia e lesbofobia.

Companheiras da LBL-RS (Foto: Ramiro Furquim)

Confira o relato das companheiras publicado originalmente no blog da LBL-RS :

5h30 da manhã toca o celular – era a Débora, responsável pela montagem
do palco e do som, perguntando se aconteceria o evento com chuva…
respondemos que SIM, naquele momento não podíamos cancelar nada,
afinal o dia ainda nem havia nascido.
Algumas ponderações sobre a segurança dos trabalhadores (a tempestade
tinha raios e trovões!!!) e acordamos que eles iriam para o local e só
começariam a montagem se fosse considerado seguro.
8hs – Já no largo, palco em construção (chove muuuito em Porto Alegre)
– seguramos a montagem do som (ainda há risco para os trabalhadores
que têm de mexer com eletricidade).
8h30 – recebo o 3o. Telefonema das parceiras do movimento social,
querendo saber se vamos manter o evento – para todas a mesma resposta:
SIM, vamos manter o evento, pelo menos por hora… durante o dia vamos
conversando!
9h – Eu, Mary e Rose avaliamos a possibilidade de cancelar a atividade
… ainda chove muuuto! Depois de algumas conversas, não tem como usar
palco em outra data; os custos terão de ser pagos, mesmo. O largo,
então, vai ser a maior dificuldade liberar de novo… adiamos a
decisão para as 10h.
9h30 – A chuva cede e até aparecem alguns raios de sol… entre
muuuuitas núvens.
Autorizamos a montagem do som . . . começam as montagens da bancas!
Vamos arriscar!
O dica prossegue – chove e para, chove e para. Perto do meio dia a
chuva dá uma tregua, mesmo! Começamos a colocar os materiais nas
bancas que ainda estão sendo montadas…. as pessoas começam a
perceber a movimentação: o palco já está com identidade e do outro
lado do largo – no paço municipal – o pessoal da saúde do município
faz um ato público, com som. Vamos até lá, negociar com @s
companheir@s. Acordamos que manteremos nosso som um pouco baixo
enquanto eles estiverem pos ali – afinal a reivindicação é pra lá de
justa! – respeitando a manifestação. Eles se comprometem a ficar até
16hs apenas para que possamos usar o nosso som.
13h30 – saio com a Mary para a Câmara Muncipal – temos Tribuna Popular
na Câmara, tentando auxiliar na articulação para reativarmos a Frente
LGBT do município. Antes passamos na EPTC para pegar a licença para
caminhada.
14h30 – A tribuna atrasou… no largo a meninas já montaram as bancas
e estão panfleteando a população. O Paulinho, do Sindisindi já está
por lá, filmando tudo!
Fazemos a Tribuna e voltamos para o Largo, são 15hs. Meu telefone tem
14 chamadas não atendidas… Putz…. esqueci a entrevista agendada
com o canal Futura!
Liguei para Zilda (companheira que articulou a entrevista) e “tentei
me desculpar” … quase em vão – eu confesso – ela garimpou um espaço AO
VIVO e eu “furei” – ela foi quem ficou mal (desculpa Zilda!
Publicamente!). Falha minha – e dos vereadores e vereadoras que só
chegaram na segunda chamada!
Voltamos para o largo, não consigo almoçar …. parece que nada vai
descer redondinho!
Muita panfleteação depois, negociação com a EPTC para o trajeto da
caminhada, algumas discussões mais acaloradas pela falta de respeito
de alguns e muitos sorrisos e afagos de outros, resolvemos ficar no
largo – que ta rendendo bastante com o final da chuva.
17hs começamos com o palco – 13 falas do movimento social – Todas
Mulheres, dentre elas, uma travesti!
Claudete (LBL), Carol (Anel), Deise (LBL e Bancarios do Litoral
Norte), Estela (MMM), Silvana (LBL), Helena (SindiSaúde e Federação
Trabalhadores em Saúde), Carla (GHC), Marcelly (IGualdade), Denise
(Federação dos Bancários), Gisela (Sindisepe), Naiara (LBL e
Sintrajufe), Sonia (Sindisprev) e Roselaine (LBL).
O Poder Público também estava lá: presentes o Fábulo e Tâmara pela
Secretaria de Justiça e DH do Estado do RS (responsáveis pela
colocação do palco e do som, que garantiram nossas falas). A Evelise,
representando a SPM-RS e a Vereadora Sofia Cavedon, presidenta da
Câmara de Vereadores. Além disso tivemos todo o apoio da Brigada
Militar e da EPTC, com agentes e soldados extremamente cordiais e
atenciosos. Ah, e as bancas, custeadas pela Secretaria de Segurança e
DH da Prefeitura de Porto Alegre.
Mantendo nossa autonomia, enquanto movimento, agradecemos todas as
presenças do poder público, mas no ato da Visibilidae Lésbica só falam
MULHERES e do MOVIMENTO SOCIAL! Haviam muitos companheiros homens, em
especial do movimento sindical, que também apoiou a atividade e a
Jornada, mas todos entenderem o protagonismo das mulheres nesta data.
Foi muito legal!
No Final “Showzaço” com a Blanca Queiroga (patrocinada pelo Venezianos
PUB Café) da Ny e do Grupo de Samba “Você Samba” formado por quatro
mulheres lindas (vocal, tantam, percussão e pandeiro) e um garotão no
cavaquinho. Foi muito legal e rolou até quase 22h.
Vamos publicar fotos em breve!

Acompanhe os Blog da LBL-RS para ver mais fotos!

Veja mais notícias aqui e aqui!

Liberdade de Expressão e Diversidades

25 ago

Dia da Visibilidade Lés – SP! Xana’s fest!

22 ago

Vem Gente!!!

Marcha pelo Estado Laico

17 ago

Diante das ameaças à laicidade do Estado Brasileiro – laicidade esta prevista no texto constitucional – nada mais pertinente do que sairmos às ruas para defendermos esse princípio básico. A partir do dia 21 de agosto começa uma série de Marchas em várias cidades brasileiras, quando nós, cidadãs e cidadãos, deixaremos evidente que não nos calaremos diante dos assédios de líderes religiosos que desrespeitam nossa Constituição e tentam nos obrigar a seguir os preceitos que ELES consideram corretos. 

Sem laicidade não há liberdade.

Calendário:

São Paulo

Domingo, 21 de Agosto na Avenida Paulista
Concentração na Praça do Ciclista próximo ao metrô Consolação.
A concentração iniciará as 14:00 e sairá em direção ao shopping Paulista as 16:00 com todos presentes.

Recife
Domingo, 21 de agosto • 15:00 – 18:00
Concentração: Praça do Diário

Rio De Janeiro

Dia 25 de agosto, ao meio-dia, marcharemos do Convento de Santo Antônio, no Largo da Carioca, até a ALERJ, por um Brasil laico de fato.

Curitiba
Sábado, 27 de agosto • 11:00 – 14:30
Concentração: Eufrásio Correia em frente o Shopping Estação,
Seguirá Rumo a Igreja Rosário.

Florianópolis
Terça-Feira, 30 de agosto • 14:30 – 17:00
Concentração: Em frente a Catedral da Praça XV

Brasília

Data: 30/11/2011 – domingo
14:00 Concentração na Catedral Metropolitana de Brasília
16:00 Caminhada rumo ao Congresso Nacional

Saiba mais

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15ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (26 de junho) e 9ª Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de SP (25 de junho)

25 jun

Lurdinha Rodrigues, Articuladora Nacional da Liga Brasileira de Lésbica, fala sobre um dos temas contemplados na IX Caminhada de São Paulo: a saúde das mulheres que amam mulheres.

Confira os comentários de Lurdinha Rodrigues para a Agência Patrícia Galvão!

Fonte: Agência Patrícia Galvão

(Agência Patrícia Galvão) “Liberdade, Saúde e Autonomia – Conquistar direitos todo dia!” é o tema da 9ª Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de SP, que acontece no dia 25 de junho, às 12 horas, a partir da Praça Oswaldo Cruz, no início da av. Paulista.

Na entrevista abaixo, Lurdinha Rodrigues, liderança nacional da Liga Brasileira de Lésbicas (LBL) e representante do segmento LGBT (composto por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) no Conselho Nacional de Saúde, fala sobre um assunto fundamental e pouco abordado: a saúde das mulheres lésbicas e bissexuais.

“A saúde das mulheres em geral, no Brasil, tem passado por muitas dificuldades e isso se agrava ainda mais no caso das mulheres lésbicas e bissexuais. Se as mulheres têm problemas para ter acesso a ginecologista nos postos de saúde, no caso das lésbicas isso se torna ainda mais dramático, pois há um grande risco de, ao conseguir ser atendida, sofrer preconceito pelo fato de ter uma orientação sexual diferente. Por exemplo, a primeira pergunta de um ginecologista, em geral, é: ‘O que faz para prevenir a gravidez?’, ou seja, um questionamento que parte do pressuposto de que ela tem relação heterossexual.

Por sofrer esse tipo de preconceito e pelo mito de que, por não ter relação com homem, essa população não precisa fazer papanicolau e corre menos riscos de pegar DSTs, muitas mulheres lésbicas acabam não indo com a frequência recomendada ao ginecologista. Correm, portanto, grandes riscos de contrair doenças e não tratá-las adequadamente. No Rio Grande do Sul foi feita uma campanha para que as mulheres lésbicas façam os exames preventivos.

Além de campanhas e eventos de conscientização, é urgente que haja investimento do governo na informação e na sensibilização dos profissionais de saúde para que seja feito um atendimento sem discriminação. Não se trata de ter um ambulatório especial para atender as lésbicas, mas sim que todos os serviços e profissionais estejam capacitados para atender toda a população com suas especificidades, ou seja, que todas as mulheres sejam bem atendidas, independentemente da orientação sexual de cada uma.

Pela falta de conhecimento e investimento em estudos e pesquisas sobre a saúde das lésbicas e bissexuais, há uma dificuldade maior de se pensarem políticas públicas que enfrentem os problemas dessas mulheres. Por exemplo, há indícios de que há maior incidência de tabagismo, alcoolismo, uso de drogas e obesidade nessa população. Por que isso acontece? O que é necessário fazer? Outro ponto importante a ser considerado é que a população LGBT, como todos segmentos discriminados, está sujeita a alguns transtornos de saúde mental. Uma pessoa que sofre preconceito e discriminação desde criança está muito mais vulnerável na sua estrutura psíquica.

Os profissionais de saúde precisam ser formados, capacitados e retreinados para atender a população LGBT.”

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E não perca a IX Caminhada Lésbica e Bissexual de São Paulo e a Parada do Orgulho LGBT!

Até lá!

Próximo evento da Jornada Lésbica-Feminista de SP

20 jun

21/06 (terça)

18h00 Abertura dos debates da 3ª Jornada Lésbica-Feminista,

Participação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

Diálogo – Educação Inclusiva, não sexista, não racista, não lesbofóbica

Convidadas – Carla Biancha Angelucci – presidenta do Conselho Regional de Psicologia/SP;

Dayana Brunetto – Coordenadora da Educação das Relações de Gênero e Diversidade Sexual/Sec.Educação do Paraná;

Edlene Paim – Vereadora e Educadora / LBL-BA;

Silvia Cavasin – ECOS Comunicação e Sexualidade;

representante do MEC/SECAD

Local – Auditório do CRP-SP (Rua Arruda Alvim, 89 – próximo ao metrô Clínicas) – Participe!

Atualizações na programação da III Jornada Lésbica-Feminista e da IX Caminhada Lésbica de São Paulo

17 jun

Confira as atualizações no Blog da LBL-SP clicando aqui!