Abandono de crianças: mães cruéis ou desesperadas?

18 maio

O abandono de bebês recém-nascidos tem ocupado grande espaço nos noticiários nas últimas semanas. Junto da indignação nacional – fruto também do sensacionalismo com o qual a imprensa veicula estas notícias – vem a “crucificação” das mulheres que num ato de desespero abandonaram seus filhos.

Em entrevista para o Estado de São Paulo, a demógrafa Elza Berquó analisa este fenômeno, segundo ela:

Certamente são pessoas [as mulheres que abandonam os bebês] mais desfavorecidas socialmente, mas não é só a questão financeira. É uma constelação de fatores. Considero este um momento de total desespero, de não saber o que fazer. É com grande sofrimento que as mulheres praticam esse abandono.

Elza Berquó nos chama a atenção para o fato de que não é possível compreender o ato de deixar um bebê sem equacionar a triste situação de mulheres que são impelidas a levar adiante uma gravidez indesejada.

Confira a entrevista com Elza Berquó na íntegra.

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